Friday, October 31, 2008

indo para o bailinho




1 comment:

Devir said...

"É para se tornar cada vez mais idêntico a si próprio, para se aproximar o melhor possível da monotonia imóvel, que o espaço livre da mercadoria é, doravante, a cada instante modificado e reconstruído."
"Esta sociedade que suprime a distância geográfica, recolhe interiormente a distância, enquanto separação espetacular."
A sociedade do espetáculo
De Guy Debord

Aonde andará a revolução? Cresci na Vila Madalena, São Paulo-SP, lembro ao tomar cerveja com o Arrigo Barnabé, lá pelos idos da década que marcou o fim da nossa mais execrável ditadura, que fazíamos as indagações ainda necessárias, sobre como desmantelar a novíssima, para o Brasil, ideologia do espetáculo.
Muitos já naquela época sabia que logo isso se tornaria outro entrave à Liberdade, transformando esta em indiferença, nas pessoas mais "educadas", e ressentimento, nas pessoas mais "políticas".
O mundo, agora globalizado, se torna cada vez mais impraticável, na inexcrutável metafora da Clara Crocodilo, resta uma esperança, para combater ressentimentos e indiferenças, a revolução.