Saturday, September 10, 2011

textículo para a expo de Paulinho Chimendes no museu de passo fundo


Paulo Chimendes

O nome é forte e da terra, sólido como as amizades que Paulinho (como é chamado por todos) cultiva há décadas. O nome é conhecido. Quem não sabe onde achar Paulinho Chimendes? Seja no Museu do Trabalho, seja nas noites da Cidade Baixa. Só é difícil pegá-lo no seu celular que nunca está no mesmo lugar do seu dono. Há uma certa ojeriza contra esses meios de comunicação que não permitem o “olho no olho”, que não permitem o sorriso e também não permitem os sinais de desaprovação.
Contra injustiças o Paulinho se revolta e vender a alma, nem pensar. É melhor ficar no seu cantinho, “dar um tempo” como ele costuma dizer. Um toque de sábio oriental, um toque de “eles passarão, eu passarinho”.
Essa atitude também se mostra no seu trabalho de traços inconfundíveis. Conseguir ser inconfundível, ter estilo próprio é algo que poucos artistas alcançam porque antes de fizeram uma particularidade já se deixaram levar pelas ondas do sempre novo, como nas coleções das “fashion weeks”. A força de um artista está nas inovações que ele consegue dentro de sua maneira dbem individual de se expressar. E esta só tem força se ela ultrapassa o umbigo e alcança a cultura na qual mora.
Isso acontece com Paulinho Chimendes. Nestas cidades fictícias que ele apresenta com traço negro forte e esfumaçado estão contidas suas conquistas como desenhista, gravador e pintor e seus sonhos e suas aspirações a um espaço físico que possa ser uma morada de paz para a humanidade.

1 comment:

Roberta Weingartner said...

Nossa, as palavras deste texticulo sairam da alma...é o Paulinho...lindas!!!