Saturday, August 08, 2009

as três ocas










tudo começou assim: eu fazia gravuras que pudiam ser giradas e penduradas nas 4 posições ( 4 cantos) , depois pinturas que pudiam ser giradas e dobradas e mandada pelo correio (cartas surpresas) ou sair da parede, dobrar e virar esculturas; um dia um gurizinho entrou na exposição na galeria Saramenha no Rio e tentou abrir a estrutura para ver o que tinha dentro, aí me deu conta de como eu tinha sido bitolada; resolví então seguir esse insight da criança e realizar o desejo dela, assim nasceu a Oca Maloca: um gigantesco quadro penetrável.




1º Oca: a Oca Maloca

a primeira oca foi a Oca-Maloca, fiz-a com o João Melquíades e a colaboração de artistas amigos:



artigo de Carlos Scarinci no Guia das Artes, nº 15 de 1989:


2ª Oca, no Sprengel Museu de Hannover





uma única vez na minha vida eu tive um verdadeiro mecenas:
o casal Dieckhaus: no centro da foto embaixo: Joachim Gerd Dieckhaus e Erika, ele um colecionadar de máquinas de jogos e os dois apaixonados colecionadores de arte; Herr Dieckhaus ouvíu minha palestra no museu Sprengel antes de iniciar o workshop com jovens, veio até mim e disse: minha querida artista, o que vamos precisar para construir esta maravilha? Homo ludens!!!!!! e ele me deu madeiras, um operário, organizou as roupas da cruz vermelha, me acolheu na sua casa...se fosse só pelo museu....

nesta foto se vê também Susanne Schmidt-Barbo, à esquerda, jornalista e escitora, ele escreveu o texto para o catálogo.

3ª Oca:
com a população da rua, pintando calças de brim e ganhando outra em troca (com a ajuda da firma Innocenti) e várias trocas que também fiz para conseguir calças, como por exemplo: trocar calças por litos etc, que por sua vez foram trocadas por calças pintadas; ajudaram João Melquídades e Seu Nélcio








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