
areia
a água dorme no fundo
da casa. mas tudo dorme
no fundo da casa. se uma
esfera de papéis
avulsos, o grampo do fundo
da esfera desfeito
o exílio encostado ao lado
da janela, uma ou
duas árvores, alguém conversa
o tempo inteiro e fala alto
sobre desertos sem
qualidade -
uma linha muda, um vinco
no chão
Poema do livro “Quando todos os acidentes acontecem” de Manoel Ricardo de Lima (Ed. 7 Letras)
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